A Sífilis é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. Ela é capaz de infectar praticamente todos os órgãos e tecidos, provocando as mais variadas manifestações clínicas.

Ela se apresenta em três fases. A sífilis primária é uma infecção recente que apresenta um cancro duro – lesão inicial que aparece de duas a seis semanas após a contaminação, e desaparece em cerca de quatro semanas, sem deixar cicatrizes, mesmo que não haja tratamento. A sífilis secundária, ou tardia, surge após o primeiro ano de evolução e ocorre em indivíduos não tratados ou inadequadamente tratados. Nesta fase há a disseminação dos treponemas pelo organismo, e as manifestações podem acontecer na pele, nos ossos, no coração, no cérebro, e outras partes do corpo. Como são separadas por um período latente e sem sintomas entre essas duas fases, a doença, que é altamente destrutiva, pode levar à morte. A sífilis terciária se caracteriza pela lesão dos sistemas nervoso central e cardiovascular, principalmente.

A transmissão acontece por toda forma de contato sexual, por meio de pequenas lesões da pele e mucosas, genitais ou extragenitais. Raramente é transmitida por transfusão sanguínea ou pela placenta.

Dados do Ministério da Saúde mostram que a doença avança no país. O Brasil registrou 7.920 casos de grávidas infectadas pela Sífilis* em 2008. Em 2013, o número tinha crescido para 21.382. Em 2016 foram apontados 28.226 diagnósticos prováveis da infecção em grávidas, e 16.226 de sífilis congênita (quando a mãe infectada passa a bactéria para o bebê), o que significa 5,6 a cada mil nascidos vivos.

A Sífilis e outras DSTs também têm acometido cada vez mais pessoas na terceira idade. O grupo se tornou mais vulnerável a essas doenças com a melhoria da qualidade de vida e sexual na velhice. Infelizmente, trata-se de um grupo que, por receio do julgamento devido à idade, muitas vezes não procura orientação médica.

O diagnóstico da Sífilis é sempre clínico-laboratorial, baseado em exames de microscopia e sorológicos. Os exames sorológicos são os mais usados rotineiramente e podem ser de duas categorias:

1) A primeira categoria são os testes não-treponêmicos, em que os mais comumente usados são os VDRL (Venerial Disease Research Laboratory) e o RPR (Rapid Plasma Reagin) para o screeming rotineiro, valioso para estabelecer o diagnóstico por ser expresso quantitativamente, e que, quando positivo, pode ser usado para avaliar a eficácia do tratamento. Estes testes se tornam positivos após quatro a seis semanas da infecção, ou uma a três semanas do aparecimento da lesão primária (cancro).

2) A segunda categoria são os testes treponêmicos, nos quais o antígeno é o próprio treponema ou suas proteínas, com os quais reagem os anticorpos. São eles: o TPHA (hemaglutinação) e o FTA-abs (atualmente pouco utilizado pela sua complexidade). Os testes de enzimaimunoensaio, que por serem altamente sensíveis, específicos e automatizados são mais reprodutíveis.

Na sífilis congênita devem ser solicitados, além desses exames, o hemograma completo, o raio X de ossos longos e o exame do líquido céfalo-raquidiano ou líquor (LCR) para análise da celularidade, proteínas e a realização do VDRL. O VDRL do recém-nascido enquadrado na definição de caso deve ser realizado com sangue colhido de veia periférica, e não de cordão umbilical. Os exames treponêmicos podem ser reagentes até o 18º mês de vida, em razão da transferência passiva de anticorpos maternos, e raramente são utilizados para a definição diagnósticas em crianças até essa idade.

A Sífilis é uma doença altamente transmissível e ainda sem vacina. Mas há tratamento e cura. Para isso, no entanto, é necessário o diagnóstico precoce.

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* Os dados apontam somente as gestantes porque não é obrigatória a notificação em outros grupos.

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