Nova pesquisa aponta para níveis elevados de proteína C-reativa (PCR), biomarcador de inflamação, em pacientes com transtorno bipolar em diferentes estados de humor, com maiores níveis ocorrendo durante os períodos de mania.

Atualmente, não existem biomarcadores confiáveis para o transtorno bipolar, e o PCR surge como promessa para ajudar a definir quais pacientes se beneficiariam de tratamentos que possuem como alvo a inflamação – um dos principais objetivos da medicina de precisão.

Para a meta-análise e revisão sistêmica, os autores identificaram 27 estudos incluindo 2161 pacientes com transtorno bipolar e 81.932 pessoas como controles saudáveis. A avaliação dos dados relacionados às concentrações de proteína C-reativa mostrou que:

– Para aqueles com transtorno bipolar, os níveis de PCR eram maiores durante os períodos de depressão (g de Hedges ajustada, 0,67; p = 0,003), eutimia (g de Hedges ajustada, 0,65; p < 0,0001), e, de forma mais significativa, mania (g de Hedges ajustada, 0,87; P < 0,0001);

– Os aumentos nas concentrações de proteína C-reativa não foram relacionados à gravidade dos sintomas na mania ou na depressão, mas que estavam moderadamente reduzidas após a resolução de um episódio índice de mania (p = 0,02) e ligeiramente reduzidas após um episódio índice de depressão (P = 0,002).

– As concentrações de proteína C-reativa não aumentaram com a duração do transtorno bipolar. Embora os medicamentos psiquiátricos tenham sido associados a aumentos nas concentrações de PCR, a análise mostrou que nos pacientes que usavam medicação para mania e depressão, as concentrações de proteína C-reativa eram menores do que nos pacientes que não estavam recebendo medicação.

Tais descobertas são consistentes com evidências anteriores que indicavam benefícios no tratamento de alguns transtornos psiquiátricos com medicamentos anti-inflamatórios, como aspirina e estatinas. A PCR parece, portanto, representar uma medida importante a ser considerada no tratamento do transtorno bipolar.

Entre as aplicações clínicas da medição da PCR estão a detecção precoce de processos inflamatórios (mais cedo do que aumento da febre e leucócitos), a diferenciação entre infecções virais e bacterianas, a monitorização da antibioticoterapia (a PCR reage mais rapidamente do que a taxa de sedimentação de sangue anteriormente utilizada), a distinção de eventos agudos e crônicos que refletem a atividade da doença, o uso como marcador para doenças reumáticas inflamatórias e monitorização da resposta a fármacos na artrite reumatoide, a identificação de infecção por enxerto versus hospedeiro e infecções intra-uterinas em obstetrícia, e o uso como marcador de risco para aterosclerose, resistência à insulina e síndrome metabólica.

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